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28 de maio – Dia internacional da luta pela saúde da mulher e redução mortalidade materna

28 de maio – Dia internacional da luta pela saúde da mulher e redução mortalidade materna


“o que é evitável e não é evitado é violência que não pode ser aceita.” Carla Batista

Aproximadamente todos os dias 830 mulheres morrem por causas evitáveis na fase de gestação, parto e pós-parto no mundo. 99% das mortes maternas do mundo acontecem nos países em desenvolvimento. E em torno de 92% dessas mortes poderiam ser evitadas se essas mulheres tivessem acesso a um atendimento de qualidade no ciclo gravidico-puerperal. Jovens adolescentes enfrentam um maior risco de complicações e morte como resultado da gravidez, e a mortalidade materna é maior entre mulheres que vivem em áreas rurais e comunidades mais pobres.

28 de maio é o dia internacional da luta pela saúde da mulher e dia nacional pela redução da mortalidade materna.

Momento mais que propício para trazer a reflexão a situação atual do mundo e principalmente do país em relação a atenção e cuidados com a mulher e gestante. Porque será que temos aqui, diferente do restante do mundo, gestantes e puérperas dentro do grupo de risco do Covid-19?

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, a Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe – RSMLAC, propôs que a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática nortearia ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

A diminuição da mortalidade materna é uma das principais metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entre 2016 e 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a meta é reduzir a taxa global de mortalidade materna para menos de 70 por cada 100 mil nascidos vivos.

As principais complicações, que representam quase 75% de todas as mortes maternas, são:
• Hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia);
• Hemorragias graves (principalmente após o parto);
• Infecções (normalmente depois do parto);
• Complicações no parto;
• Abortos inseguros.

Seguem algumas condutas que podem auxiliar a melhorar a situação pela saúde da mulher e redução da mortalidade materna no nosso cenário:

  • Diminuir o incentivo a cesárea eletivas: A cirurgia cesárea apresenta um risco de morte materna 3X maior que o parto normal – o Brasil apresenta mais de 50% de nascimentos por cesárea enquanto a OMS sugere máximo de 15%;
  • Diminuição de intervenções medicamentosas durante o parto. Evitando assim a chamada ‘cascata de intervenções’ – uma intervenção leva a outra e muitas delas são desnecessárias, como nos mostram as evidências científicas e práticas humanizadas.
  • Atualizar e treinar equipes que atendem gestantes tanto no pré-natal como no parto faz total diferença; um atendimento de qualidade pode ajudar a identificar problemas no pré-natal a tempo de correção. E saber como lidar com a pariunte durante o trabalho de parto, oferecendo o melhor ambiente auxilia no desenrolar do processo.
  • Dar acesso a mulheres a métodos contraceptivos (inserção de DIU), abrir espaços para diálogo sobre reprodução (ciclo menstrual, tabela, período fértil etc), explicar e oferecer gratuitamente opções como vasectomia / ligação de trompas são formas de auxiliar as famílias que não querem/não estão preparados para (mais) filhos.
  • A quarta causa de morte materna no Brasil é o aborto. Mulheres estão morrendo quando não querem levar a diante uma gravidez indesejada. São negligenciadas, agredidas e morrem por falta de atenção e apoio dos profissionais que – deveriam- as atender. As gestantes que estão morrendo são em grande maioria (67%) negras, com pouco ou nenhum acesso a informação, da periferia e usuárias do SUS.

A violência obstétrica faz parte de todo esse cenário, e quando não leva a morte por negligência/falta de atenção dos profissionais, deixa traumas e marcas.
Seguimos na luta por práticas mais humanizadas, respeitosas, atentas e com respaldo científico! Pelo protagonismo da mulher em seu corpo, para gestar e parir (ou não)!

A OMS trabalha para contribuir na redução da mortalidade materna, aumentando evidências de pesquisas, fornecendo orientação clínica e programática baseada em evidências, estabelecendo padrões globais e fornecendo apoio técnico aos Estados Membros.

Como parte da Estratégia Global e da meta de acabar com a mortalidade materna evitável, a OMS trabalha com parceiros para:
•Abordar as desigualdades no acesso e qualidade dos serviços de saúde reprodutiva, materna e neonatal;
•Assegurar cobertura de saúde para atenção integral à saúde reprodutiva, materna e neonatal;
•Abordar todas as causas de mortalidade materna, morbidades reprodutivas e maternas e deficiências relacionadas;
•Fortalecer os sistemas de saúde para coletar dados de alta qualidade, a fim de responder às necessidades e prioridades de mulheres e meninas;
• Garantir a prestação de contas para melhorar a qualidade do atendimento e a equidade.

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